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Pç. Leopoldino Januário Pereira, 314
Centro - Urucânia-MG - (31) 3876-1300
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A Cidade
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Conforme dados do Índice Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município de Urucânia está localizado na mesorregião Zona da Mata – MG. Com área de 132 Km², distando de Belo Horizonte cerca de 210 km. A área da unidade territorial é de 138.792 Km², com densidade demográfica de 74,15 habitantes por Km². Tem população de 10.291 (dez mil, duzentos e noventa e um) habitantes (Censo/2010). Limita-se com os municípios de Piedade de Ponte Nova, Santa Cruz do Escalvado, Ponte Nova, Oratórios, Jequeri, Santo Antônio do Grama e Rio Casca. O Código do Município é 3170503. O Código de Endereçamento Postal – CEP - 35380000.

O clima é tropical úmido. O período de seca compreende aproximadamente de abril a setembro e o chuvoso de outubro a março. O fuso horário é UTC-3. As coordenadas geográficas são 20° 21' 03" S 42° 44' 20" O.

A altitude máxima do município é conhecida como Morro do “Mata Cavalo” com 728 metros, fronteiriço com o município de Ponte Nova e a mínima é de 347 metros na foz do Ribeirão Bandeiras.

 
Pontos Turísticos PDF Imprimir E-mail

A cidade ficou conhecida a partir de Padre Antônio Ribeiro Pinto, tido como milagroso, que se estabeleceu na Paróquia Municipal em 1946. A data de sua morte, 22 de Julho, passou a ser comemorada como Dia da Cidade, respeitada como feriado municipal. Sua conduta espiritual tornou-se uma memória cultural para a cidade A cidade de Urucânia possui uma diversidade de bens culturais ligados à religiosidade do município, tais como: Igreja Nossa Senhora do Bom Sucesso, Museu Padre Antônio Ribeiro Pinto, Casa dos Milagres, Santuário Nossa Senhora das Graças onde também se encontra o Mirante que acolhe a imagem de Nossa Senhora das Graças e o Cristo, ambos em pedra sabão. A cultura do urucaniense tem raízes profundas em festividades e comemorações de cunho religioso como o Quadro Vivo (encenações que antecedem o domingo de páscoa), a Festa de Nossa Senhora do Bom Sucesso (11/Out), Festa de Nossa Senhora das Graças (27/Nov)
que atrai anualmente aproximadamente 30.000 romeiros. As festas juninas são muito celebradas tanto na área urbana quanto rural, sendo um grande atrativo para os moradores que se organizam e festejam com fogueiras, danças, comidas típicas.

•    SANTUÁRIO NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS: Desde que chegou a Urucânia em 1947, Padre Antônio nutriu o sonho de construir um Santuário dedicado à Virgem da Medalha Milagrosa, Nossa Senhora das Graças, sua santa de especial devoção. Contudo, Padre Antônio não viu seu desejo se concretizar em vida, já que as obras do Santuário só foram concluídas no início da década de 70. O Santuário Nossa Senhora das Graças está localizado à Avenida Ari Soares Martins, s/n no Centro de Urucânia. Está a 1.500 m da Igreja Matriz. O maior fluxo de visitantes acontece no mês de Novembro por ocasião da Festa de Nossa Senhora das Graças que ocorre no dia 27 de Novembro.

•    MIRANTE NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS: Em 2002 inaugurou-se mais um monumento religioso, à imagem de Nossa Senhora das Graças, esculpida em pedra-sabão pelo artista Marcos Antônio Sales, da cidade de Cachoeira do Campo – MG, a pedido de Bernardino Alves Mayrink (Didino), que cuidou do Padre Antônio como enfermeiro. A imagem se encontra na parte superior do Santuário, onde com ajuda de fiéis e da Paróquia, foi iniciada a obra do “mirante” em Julho de 2007, tendo sido finalizada em Julho de 2008. O monumento foi abençoado pelo Padre Luiz Carlos dos Santos no dia 22 de Julho de 2008, data de aniversário de morte de padre Antônio Pinto.

•    O CRISTO: Em 2008, mais um monumento foi inaugurado, a imagem do Cristo esculpida em pedra-sabão, pelo artista Marcos Antônio Sales, a pedido do Bernadino Alves Mayrink (Didino). A imagem localizada na parte inferior do Santuário e foi abençoada pelo Padre Luiz Carlos dos Santos no dia 22 de Julho de 2008.

•    MUSEU PADRE ANTÔNIO RIBEIRO PINTO: Está localizado à Rua Padre Antônio, 17 no Centro de Urucânia, ao lado da Casa dos Milagres, aproximadamente 01 Km da Igreja Matriz. Em novembro, é registrado o maior fluxo de visitantes ao Museu, época da Festa de Nossa Senhora das Graças. Atualmente o Museu é freqüentado por moradores da região e romeiros que por aqui passam (cerca de 40.000 por ano). Nesse local alguns objetos e móveis usados por Padre Antônio, além de cartas de todos os lugares do Brasil e de outros países são expostos. Padre Antônio recebia muitas doações, sendo todas registradas em livros e cadernos que podem ser encontrados no Museu. Em 22 de Julho de 1963, morre em Ponte Nova, Pe Antônio aos 84 anos, alterando definitivamente a trajetória de Urucânia, que passou a ser lembrada como última morada do sacerdote. Em 09 de Abril de 1968, a residência onde viveu, foi transformada em museu pelo prefeito Manoel Mayrink Neto.

•    CASA DOS MILAGRES: Está localizada à Rua Padre Antônio, 17 no Centro de Urucânia, ao lado do Museu do Padre Antônio Ribeiro Pinto. A entrada é gratuita. Grupos de visitantes devem respeitar o limite máximo de 20 pessoas por visitação. A Casa dos Milagres é visitada durante todo o ano por pessoas e grupos vindos de todas as cidades do Brasil e conta ainda com visitas internacionais. Destacamos os países: Canadá, México, França, Inglaterra entre outros. A época de maior fluxo de visitantes acontece em Novembro, época da Festa de Nossa Senhora das Graças. É um cômodo único, retangular, com maior dimensão perpendicular à fachada. As aberturas são poucas. O forro é de laje de concreto e o telhado de madeira com beiral lateral simples. As paredes são cobertas por fotografias e as prateleiras estão cobertas de roupas e esculturas deixadas pelos romeiros que buscam ajuda espiritual e física.

•    IGREJA MATRIZ NOSSA SENHORA DO BOM SUCESSO: Possui forte influência barroca em sua arquitetura. Está localizada à Praça Leopoldino Januário Pereira, s/n no Centro de Urucânia, em frente à Prefeitura Municipal de Urucânia. Construída em 1887 e canonicamente instituída em 11 de julho de 1895. Geralmente, durante as celebrações da Semana Santa, o “quadro vivo” é apresentado em frente a igreja.

 
Nossa gente PDF Imprimir E-mail

Saudades de alguém muito especial!

Ainda me lembro, era menina-moça e todos os dias, lá estava ele. Cabelos muito lisos, penteados para trás (com o destaque de nunca serem brancos), de porte alto, sempre usando chinelos e calça larga de brim, tendo também o uso da conhecida camiseta branca. Veio de Areal para ajudar a criar o sobrinho que ficou órfão de pai. Tinha como marca registrada fazer pastéis, guardou o segredo de como fazer doces e os inesquecíveis sorvetes e picolés, cujos sabores eram inimitáveis. O picolé de coalhada era encantador! Posso dizer que apelidava a todos e às vezes o apelido era mesmo um nome comum, de pessoa, mas era trocado, como exemplo: Maria podia ser Manuela, Sebastiana e por aí vai.

Seu assobio era conhecido e nele entoava músicas antigas que falavam de amor, traição e tudo mais. Gostava de dançar valsas. Sempre convidava alguém a provar das novas receitas. Nunca falava de sua vida, suas desilusões, seus encantos... . Ninguém ousava perguntar, pois o respeito sempre era mantido.

Seu comércio tinha freqüentadores diversos (homens, senhoras, moças, rapazes, crianças, velhos), ele sabia receber e também, de vez em quando, alguém chegava com um violão e cantava ou entoava músicas singelas e calmas. Como era bom viver assim! Crianças correndo pelas ruas, homens voltando do trabalho, mulheres bonitas assentadas nas soleiras das portas, pessoas contando casos aproveitando as tardes frescas de um outono tranqüilo.

Levou muitos segredos. Se foi numa tarde chuvosa, mas deixando suas marcas, seus ensinamentos, sua alegria e seus amigos!

No calor das lembranças falamos nele nas reuniões de família. Com muito carinho e saudade digo sempre, que muitas pessoas seriam melhores se tivessem tido a oportunidade de conhecer alguém muito especial chamado MÁRIO ROSSI.

Neuza Maria de Araujo Mayrink


Hino de Urucânia.

Urucânia, cidade formosa Menina garbosa, a mais bela que eu vi.
Urucânia, teu nome tem fama
E quem tanto te ama não se esquece de ti.
Tantas glórias em tantas jornadas
Já tão bem cantadas por todo país.
Urucânia cidade da cana,
Teu povo se irmana contente e feliz.

Vim de longe pra te ver Urucânia
Pois não consigo te esquecer,
Urucânia.
Pe. Pinto te abençoou
E muita gente se curou, em Urucânia,
O teu nome vem de flor, Urucânia
E nos inspira tanto amor, Urucânia.
Originária do Urucum
Em teu coração sempre cabe mais um.

Compositor: Manoel Mayrink Neto (Nelito)
Melodia: José Jorge.


A Lenda

Reza a lenda e alguns estudiosos afirmam que a palavra “uru” era usada pelos índios que aqui habitavam, para denominar água, rio, lama, molhado... . Isso explica então, o caso da “biquinha” que existia em Urucânia.
Segundo a lenda, quem bebesse da água da biquinha nunca afastaria desse lugar. Vários romeiros que essa cidade visitou, enchiam suas garrafas e levavam dessa água por ser tão refrescante. Onde atualmente existe a “rodoviária”, antes, porém, era um vale de tamanho considerável. As pessoas desciam nas escadinhas improvisadas no próprio barranco e lá embaixo encontravam a mina; água fria e cristalina que emanava com formosura. Com o passar do tempo, estudiosos constataram contaminação na água da famosa “biquinha”; dessa forma sendo interditada. A área foi aterrada, onde posteriormente deu-se início a construção do terminal rodoviário de Urucânia.

A Arte é simples...

Nossa arte é simples, de pessoas simples, de um município simples, mas abarrotada de um sentimento nobre. São pessoas como eu, você, mas que se diferenciam na expressão de suas aspirações, no jeito que têm de mostrar sua existência para o mundo. Se realizam no que fazem porque colocam amor e sobretudo criatividade em suas obras.

APAE DE URUCÂNIA

A arte dos Alunos – trabalhos com jornais e pinturas

A arte no papel – trabalhos de Samuel Aloísio Batista (à direita da foto).

A arte em louça branca, em cerâmica, azulejos, madeira e panos de prato – Vilma Giardini (in memorian).

A arte em madeira – Silmar Arlindo Pereira (Silmar de Helvécio).

Maquete do Santuário Nossa Senhora das Graças confeccionada de papel e palitos de fósforo, quadros talhados em madeira, o Cristo crucificado, porta-bíblia e oratório - José Eustáquio Ferreira (in memorian).

Carrinhos de madeira – Gilson Lima (Gilson de Itamar)

 
História PDF Imprimir E-mail

Etimologicamente “Urucânia” procede do Tupi-Guarani, “urucu” (ou urucum), [do Tupi] - Fruto de polpa doce de cor avermelhada encontrada em grandes quantidades nessas terras. Os índios faziam da polpa, uma tinta vermelha, com a qual se enfeitavam ou se pintavam antes das batalhas. Atualmente a semente da fruta é usada na culinária em alguns estados do Brasil, como corante para alimentos e na fabricação de bronzeadores. O acréscimo da palavra “cana” se deve ao  cultivo da cana-de-açúcar na região.

Histórico

Os primeiros habitantes dessa cidade chegaram em princípios do séc. XIX, instalando-se no local onde hoje é a sede do município. Por volta de 1869, Francisca Inácia da Incarnação, senhora fervorosamente católica, mandou erguer uma capela e uma casa para abrigar o sacerdote em terreno por ela doado. Na mesma época surgiu o cemitério, construído onde atualmente se encontra a Igreja Matriz.

Além de Dona Francisca, doaram terras para o patrimônio do povoado: José de Assis, Manoel Inácio da Silva, Antônio Bento de Souza, Joana Cláudia, José da Silva e José Justiniano da Fonseca. Essas doações datam de 1862 a 1873. Como era grande a quantidade de urucum nestas terras, o povoado denominou-se Urucu e a capela foi dedicada à Nossa Senhora do Bom Sucesso do Urucu. Em 13 de agosto de 1873, inaugurava-se o povoado, sendo este elevado a Freguesia (povoado atendido por um sacerdote) pela Lei n.º 3.442, de 23 de Setembro de 1887. Em 17 de Outubro de 1889, o povoado foi elevado à Vila e no dia 13 de Setembro de 1891, pela Lei n.º 2.763, a mesma se tornou Distrito e, na mesma ocasião, foi criado o povoado de Cardosos. Em 11 de Julho de 1895, a Paróquia Nossa Senhora do Bom Sucesso foi canonicamente instituída, sendo Padre Francisco de Paula Gastani, seu primeiro vigário. Em 1929 chegou a Urucânia a Ouropretana que era a Companhia Elétrica da Região. Urucânia naquela época era conhecida como “Pobre Menina Descalça”, não tinha ruas calçadas, nem clubes, nem rodoviária, nem praças. Havia um rádio e um telefone trazidos pelo senhor Leopoldino Januário Pereira.   Posteriormente com a chegada de usinas açucareiras em 1924 e o cultivo extensivo da cana-de-açúcar nas proximidades do povoado, este passou a chamar-se Urucânia. Em 31 de Maio de 1938 pelo decreto lei Nº 09 da Prefeitura de Ponte Nova, foi constituída a área urbana do distrito e em 30 de Dezembro de 1962, através do Decreto Lei Nº 2.764, o mesmo foi desmembrado do município de Ponte Nova. Com a emancipação político-administrativa, surge assim o município de Urucânia que foi solenemente instalado no dia 1º de Março de 1963, com a nomeação do primeiro administrador José Pinheiro Brandão. Ainda neste ano, no dia 1º de Setembro, acontece a eleição do Prefeito Municipal (Paulo Giardini) e a Câmara Municipal é composta pela primeira vez por nove vereadores.

Urucânia era assunto de destaque em todos os jornais, rádios e revistas de todo país até aproximadamente 1963 (ano da morte de Pe. Antônio). A origem das festividades de 27 de novembro surge com a comemoração da Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças, data em que milhares de fiéis recorrem ao Santuário onde estão depositados os restos mortais do Reverendo Padre Antônio Ribeiro Pinto.

Na agricultura, desde seus verdes anos, Urucânia sempre esteve ligada ao cultivo e beneficiamento da cana de açúcar. Ainda em 1925, a Usina Jatiboca foi instalada no município. Anos antes, chegava a produzir cerca de 2.825 (dois mil, oitocentos e vinte e cinco) sacas de açúcar. A produção era transportada em carros de boi até a estação ferroviária da Vila Bandeiras. Com o crescimento da usina, vários fatores contribuíram para que no início do ano de 1981, a produção de álcool combustível acontecesse. Durante um século a cana foi o principal fator de desenvolvimento da região. A usina Jatiboca, durante o apogeu, em escala cada vez crescente, chegou a produzir mais de 01 milhão de sacas de açúcar, gerando em torno de 3.000 empregos diretos e 16.000 indiretos. Foi de tal ordem a influência da cana, que toda atividade agrícola, em toda região, se voltava para sua produção. Foram os anos verdes do desenvolvimento regional. Ao tempo em que as atividades no campo expandiam os canaviais, Urucânia recebia inúmeras famílias vindas de outras cidades em busca de trabalho; fator esse responsável pelo crescimento populacional da cidade. O município se viu diante da impossibilidade de abrigar, em condições normais, todos os que a ele recorriam, causando um crescimento rápido e desordenado. O declínio da atividade agrícola não tardou a chegar, incitando uma verdadeira debandada de agricultores para a sede do município, para vilas e distrito de Bom Jesus do Cardosos. As grandes fazendas, em sua maioria, migraram para outras áreas de investimento e produção, visto que o declínio da atividade açucareira desencadeia-se em meio às turbulências de mercado globalizado. Surgem então investimentos na suinocultura comercial. Os então grandes canaviais também dão lugar à criação de gado, aos agronegócios, os quais juntamente com a produção de álcool e açúcar, fazem parte da economia local.

Foram eleitos como prefeito de Urucânia:

•    1963 a 1968 – Paulo Giardini.
•    1968 a 1970 – Manoel Mayrink Neto.
•    1971 a 1972 – Luiz Gonzaga Fontes.
•    1973 a 1976 – Manoel Mayrink Neto.
•    1977 a 1982 – Francisco Gomes Ribeiro.
•    1983 a 1988 – Maria da Glória Pinto Mayrink.
•    1989 a 1992 – Francisco Gomes Ribeiro.
•    1993 a 1996 – Danilo Henrique Mayrink.
•    1997 a 2000 – José João de Souza.
•    2001 a 2004 – Maria da Glória Pinto Mayrink.
•    2005 a 2008 – Sérgio Louro Rocha.
•    2009 a 2012 – José Estevan Mansur.
•    2013 a 2016 – Frederico Brum de Carvalho (em exercício).